sábado, 4 de novembro de 2017

Marcão critica falta de ''trato'' do Fluminense com seus ídolos

Ex-jogador e técnico do Fluminense critica maneira como foi conduzida sua saída do clube e reprova exposição da indisciplina do volante Wendel, Fred, Conca e Marcão. O que os três jogadores tem em comum, além do fato de serem considerados ídolos do Fluminense? 

A forma pouco amistosa como deixaram o clube das Laranjeiras. Se o artilheiro trocou o seu desejo de encerrar a carreira no Fluminense e partiu para o Atlético-MG em 2016, o eterno camisa 5 também acha que não foi tratado como deveria e não esconde a mágoa dos atuais dirigentes do clube.



Contratado pelo então presidente Peter Siemsen para ser da comissão técnica permanente do clube no início de 2014, o ex-jogador comandou a equipe como técnico interino no final de 2016 e teve 44,4% de aproveitamento (duas vitórias, dois empates e duas derrotas), antes de ser demitido no início deste ano, faltando apenas dois dias para retornar das férias.

Mesmo ciente da pressão existente em qualquer clube grande, Marcão relembra o encontro que teve com o ex-presidente e aponta qual o verdadeiro motivo para o seu desligamento na sua opinião.


"Engraçado que encontrei com o Peter e ele falou que me colocou numa situação muito difícil, mas a gente que trabalha no Fluminense há muitos anos, está acostumado com pressão. Quem não quiser trabalhar com pressão, não pode trabalhar no Fluminense. Então, já sabíamos da situação. Realmente, os resultados não vieram, mas também acho que não foi esse o motivo da minha saída. Em outras oportunidades, eu assumi e fui bem, principalmente no Campeonato Carioca. A minha saída foi questão política mesmo, mudança de grupo e entendemos isso. O Fluminense é muito grande, as coisas giram muito rápido. As pessoas que estão lá hoje, amanhã não vão estar. O processo do futebol é esse, é natural, normal", afirmou em entrevista ao site Goal.



O treinador admite que a fase era tensa, mas relembra que o clima nos bastidores era um fator que complicava ainda mais as coisas dentro das quatro linhas no ano passado. Tudo isso, na sua opinião, acabou prejudicando o andamento do seu trabalho e por isso foi responsabilizado pelo rendimento abaixo do esperado, culminando com a sua demissão pela diretoria. 


"A gente sabia que era um momento muito difícil. Internamente as coisas estavam piores ainda, só quem estava lá sabe. Na verdade, houve uma mudança política e o grupo que entrou achou de alguma forma que a gente não se encaixava no perfil deles. A gente entende."

Fonte: Goal

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