— Quero, se puder, dar algumas ideias. Porque a gente tem uma experiência nisso. Participamos da formação do CT do Atlético-MG, do Cruzeiro e do São Paulo. A primeira vez que fomos para o Japão foi em 1997, e trouxemos ideias — disse Levir.

No dia 18, Levir visitou as obras do CT, na Barra, pela primeira vez. E deu a primeira sugestão: que ao invés de três gramados, haja um só, mas de tamanho três vezes maior. Com isso, as atividades podem ser realizadas em locais distintos a cada dia, para preservar o campo.

— A implementação não é difícil. Os campos já ficariam um ao lado do outro. É só uma questão de não fazer as marcações — explicou o vice de projetos especiais, Pedro Antônio Ribeiro: — Ele também sugeriu a aquisição de traves móveis, porque o local onde o goleiro treina é o que fica mais desgastado. Mas isso o clube já dispõe.

Levir não escondeu a decepção com a realidade do futebol carioca. Desde que deixou o Botafogo, em 2004, passou por Atlético-PR, Cruzeiro, Atlético-MG e futebol japonês. Ele vê um deficit estrutural nos clubes cariocas.

— Estruturalmente, a coisa não anda. O Rio ainda tem bons atletas e tem torcida, o que é muito importante. Mas a estrutura não funcionou. Foi para trás — disse Levir Culpi.

Fonte: Extra