Na tarde deste domingo, um almoço realizado pelo grupo Tricolor de Coração em Petrópolis, cidade da região serrana do estado do Rio de Janeiro, marcou a formação de um bloco de oposição no Fluminense. Derrotados por Pedro Abad nas últimas eleições, Mário Bittencourt, advogado do clube das Laranjeiras até 2016 e Celso Barros, ex-presidente da Unimed, empresa médica que, de 1999 a 2014, era a grande parceira e responsável pelos altos investimentos no futebol profissional, oficializaram a união já pensando no próximo pleito, marcado para o ano que vem.

O evento também contou com Ricardo Tenório, duas vezes vice-presidente de futebol do Fluminense, outro integrante do bloco. Os ex-jogadores Duílio (capitão do título brasileiro de 1984), Ronald (lateral-direito da histórica conquista Carioca de 1995) e Marcão (volante duas vezes campeão carioca e ídolo da torcida) estiveram presentes, assim como mais de 200 torcedores.

Durante o encontro, nenhum dos participantes quis antecipar qual será o candidato, mas todos foram unânimes em tecer severas críticas à atual gestão.Em determinado momento, Mário Bittencourt disse que a história do Fluminense é cíclica e lembrou do final de 1998. Naquela ocasião, o time havia caído para a Série C e, dispostos a encerrar situação catastrófica pela qual o Tricolor se encontrava, Francisco Horta, David Fischel e José de Souza formaram o triunvirato para administrar o clube.